História A história do município remete ao século 17, quando a coroa portuguesa percebeu a necessidade de povoar a região do Alto do Rio Negro para manter os domínios a salvo dos interesses dos espanhóis.
Em 1762, ainda com o objetivo de assegurar os domínios lusitanos, foi erguido o Forte de São Gabriel, motivando o povoamento em seu entorno. Atualmente, a cidade, que faz fronteira com a Colômbia e a Venezuela, é um ponto estratégico para o país.
Cerca de 99% da população de São Gabriel da Cachoeira é indígena, representando 9% do total brasileiro, e seus habitantes vivem em terras desmarcadas.
Turismo O município de São Gabriel da Cachoeira está a uma distância de 858 quilômetros da capital Manaus. É considerado um dos maiores potenciais turísticos do Estado do Amazonas. Além de diversas praias e cachoeiras, a cidade possui serras e ilhas fluviais, que fazem do município um local ideal para ecoturismo. Na lista das praias, merece destaque a do Mussum Cuara.
Segundo conta a lenda, o lugar abriga uma cobra adormecida e quem ali morre afogado acaba servindo de alimento para o animal. Crendices à parte Mussum Cuara é um ponto de encontro de moradores e turistas, especialmente aos domingos, e proporciona aos visitantes lazer em meio à natureza. Já na Praia do Jaú, crianças e adolescentes se reúnem no final da tarde para desceram as corredeiras com bóias improvisadas de pneus.
O lugar é também uma boa pedida para aqueles que querem se sentar e apreciar as serras de Curicuriari.
Outra opção para o turista é conhecer as principais ilhas da região, entre elas, Adana, dos Reis, Buia-Cuara, do Cuaty e Maywa Kaapuon (ilha do majuba). Destaque para a Ilha Adana, localizada próxima à margem da cidade. Durante o período da seca do rio pode-se fazer passeios de voadeira até ela. Próximo à Adana, são encontradas duas fortes correntezas. Conta a lenda que as duas corredeiras, Buburi e Curucui, representavam dois bravos índios guerreiros que disputavam o amor da linda índia Adana.
Como ela havia fugido com Curucui de canoa, Buburi foi atrás do casal e os alcançando no meio do rio se alagaram e morreram afogados, e seus corpos se transformaram nas respectivas corredeiras. A índia Adana, que se afogou no meio de seus pretendentes, teria se transformado numa ilha, que recebeu seu nome.
Artesanato Cada grupo étnico é especializado na produção de objetos de arte e utilitários determinados. os bancos de madeira, por exemplo, são representativos da arte do tucano, enquanto os baianos e raladores de mandioca ficam por conta dos dessana e dos baniwa.
No rio Tiquié, os tuyuca e os baré destacam-se como os melhores construtores de canoas e artigos de primeira necessidade. Já os aku são artesãos das flautas de plã, dos aturas de cipó e dos artefatos de arumã.
Mas apesar das diferenças entre os grupos étnicos, o artesanato local é marcado em geral por pilões, peneiras de cipó, cestos de palha, colares e pulseiras de contas e penas coloridas de aves, entre outros objetos.
Festribal Durante três dias no mês de setembro, acontece tradicionalmente o Festival Cultural das Tribos do Alto Rio Negro (Festribal). A programação da festa inclui danças, rituais, atividades esportivas e comidas típicas da culinária indígena e tem como objetivo a revitalização das tradições culturais dos povos do Alto Rio Negro. Geralmente o evento acontece entre os dias 5 e 9 de setembro.
Linha do Equador Na BR-307, a caminho do distrito de Cucuí, uma placa indica por onde passa a linha imaginária do Equador, que divide a terra nos hemisférios Norte e Sul. O acesso a partir de São Gabriel da Cachoeira pode ser feita de carro, moto, bicicleta ou até através de uma longa caminhada.
Serviço Informações: (97) 3471.2358 - Sematur Acesso: É feito por via aérea ou fluvial. Existe uma úbica empresa que oferece vôos a partir de Manaus, com tempo estimado em 2h30. Os barcos de passageiros mantêm linhas regulares, com saída do Porto de Manaus e do porto de Camanaus, em São Gabriel da Cachoeira, às sextas-feiras. A duração da viagem no trecho entre a capital amazonense e o município pode ser de até sete dias, dependendo da época do ano (período de cheia e vazante). Devido às dificuldades de navegação em certos trechos do rio Negro, é preciso ter cuidado no trecho entre Barcelos e São Gabriel da Cachoeira. Na época da vazão do rio Negro os barcos não conseguem chegar até a cidade eo transporte é feito em botes e voadeiras. Distância: 858 quilômetros em linha reta áté Manaus e 1.064 quilômetros via fluvial. Clima: Equatorial, quente e úmido. Temperatura média: 27,5oC
OS ESPAÇOS PÚBLICOS DE LAZER PARA A PRÁTICA ESPORTIVA
Os estudos que versam sobre as questões urbanísticas com freqüência tangenciam a temática do lazer, e na sociedade moderna este é enfatizado, principalmente, no aspecto do entretenimento, proveniente da chamada industrial cultural.
Ao afirmar que o lazer é resultado da revolução industrial, e, por conseguinte fruto da modernidade, não podemos deixar de mencionar outras três categorias que o acompanham, ou são, para alguns autores, inerentes ao tema, são elas: o tempo, entendido como “tempo livre” ou do não trabalho, resultante da luta dos trabalhadores por melhores condições de vida (WERNECK, 2000 E RODRIGUES & BRAMANTE, 2003). Tempo este que se estabelece na fusão entre a instituição social de um tempo livre e o planejamento pessoal em relação a este mesmo tempo, frente às possibilidades / opções ofertadas pelas experiências sociais e/ou atividades de consumo e fruição da cultura e de suas produções (MARCASSA, 2003) e o espaço e os equipamentos necessários para que o lazer aconteça; considerando que toda e qualquer experiência de lazer se desenvolve no interior de espaços e equipamentos admitidos e aprovados ao seu desenvolvimento, de modo que as atividades de lazer dependem e são sensivelmente demarcadas pelos ambientes onde acontecem. Pode-se dizer, inclusive, que a própria emergência do lazer no Brasil esteja relacionada à elaboração de programas e à construção de equipamentos específicos para a sua prática. (MARCELINO, 1983, 2000, 2006, DUMAZEDIER, 1999, MARCASSA, 2003).
E é neste sentido que Marcelino (2006) nos coloca a necessidade de que ao tempo disponível corresponda um espaço disponível. E se a questão for colocada em termos de vida diária da maioria da população, não há como fugir do fato: o espaço para o lazer é o espaço urbano. As cidades são os grandes espaços e equipamentos de lazer.
Neste sentido nossa proposta é divulgar o lazer no ambiente urbano, mais precisamente na cidade de São Gabriel da Cachoeira - Amazonas, enfocando as categorias espaço e equipamentos.
O lazer se traduz por uma dimensão privilegiada da expressão humana dentro de um tempo conquistado, materializado através de uma experiência pessoal criativa, de prazer e que não se repete no tempo/espaço, cujo eixo principal é a ludicidade. (...) Sua vivência está relacionada à oportunidade de acesso aos bens culturais, os quais são determinados, via de regra, por fatores sócio-político-econômico e influenciados por fatores ambientais.
Neste sentido, lazer ganha uma conotação eminentemente humana, ou do resgate do humano no homem (MARCELINO,1983) para além do binômio trabalho/lazer, é aqui entendido como uma experiência vivida no espaço urbano, marcado por diferentes possibilidades de acesso, relacionadas, principalmente, com os fatores sócio-econômico-político; sendo também resultante da produção cultural na medida em que toda experiência de lazer se constitui no e pelo universo da produção material e simbólica da sociedade.
O lazer, historicamente, está relacionado a uma gama de experiências (e espaços) que o homem “pode” usufruir, tais como: teatros, cinemas, músicas, bibliotecas, parques, estádios, praças, práticas esportivas e mais recentemente, com o advento da globalização, também são tidos como espaços de lazer a televisão, a internet, os shoppings, as viagens turísticas, etc. Sabemos que este “acesso” aos bens culturais não se dá de forma homogênea, pois reconhecemos os problemas enfrentados numa sociedade dividida em classes sociais, onde uma minoria é sustentada por uma grande massa de trabalhadores, que muitas vezes “fazem a cidade”, mas, não moram nela; no sentido de usufruir de suas produções culturais, ficando estas restritas à uma minoria que pode “pagar”. Fenômeno característico da globalização que vivemos em todos os âmbitos.
Se para alguns ela (a globalização) continua a ser considerada como grande triunfo da racionalidade, da inovação e da liberdade capaz de produzir progresso infinito e abundância ilimitada, para outros ela é anátema já que no seu bojo transporta a miséria, a marginalização e a exclusão da grande maioria da população mundial, enquanto retórica do progresso e da abundância se torna em realidade apenas para um clube cada vez mais pequeno de privilegiados (SANTOS, 2002, p. 53).
O processo de globalização, também tem proporcionado um ambiente individualista, em muitos aspectos, inclusive no campo do lazer; pois as pessoas são levadas a uma prática do lazer doméstico, em frente a uma televisão, vídeo game, páginas da internet e coisas deste tipo; extrapolando, no máximo, para os espaços do condomínio, ou do clube privado. Para além da limitação do espaço, este tipo de lazer desconsidera as diferenças culturais, e muitas vezes acaba promovendo uma aculturação, no sentido de enfatizar uma determinada cultura em detrimento das outras, inclusive da cultura local reforçando a alienação e contribuindo para perpetuar as relações de poder e dominação, presentes neste modelo de sociedade.
Mascarenhas (2000), afirma que o lazer é “um fenômeno tipicamente moderno, resultante das tensões entre capital e trabalho, que se materializa como um tempo e espaço de vivências lúdicas, lugar de organização da cultura, perpassado por relações de hegemonia[1]”.
O lazer acontece por uma permissão do tempo e uma vontade interna do praticante e é, inevitavelmente, vivenciado em algum lugar. À primeira vista, o espaço parece aspecto menor que envolve o tema lazer. Porém, o ambiente físico influencia muito além de sua materialidade, sustentado em valores éticos e estéticos de qualquer lugar (RODRIGUES & BRAMANTE, 2003).
Nos espaços da cidade e no cotidiano das pessoas as práticas esportivas, como parte integrante do lazer, encontram formas variadas de existência e manifestação. Desde “pelada” no fim de tarde, até os campeonatos amadores, já organizados em ligas específicas.
De acordo com o Ministério do Esporte, no documento sobre Política Nacional do Esporte e do lazer, resultante da I Conferência Nacional do Esporte e Lazer, “o esporte e o lazer são direitos sociais e, por isso, interessam à sociedade, devendo ser tratados como questões de Estado, ao qual cabe promover sua democratização, colaborando para a construção da cidadania”. Sendo considerado como fator de desenvolvimento humano e fonte de emprego e renda. “É no tempo e espaço de lazer que a manifestação cultural esportiva, despojada de sentido performático (da busca do rendimento), se apresenta como possibilidade de ser vivenciada por todos que o acessam” (MINISTÉRIO DO ESPORTE, 2006).
Em São Gabriel da Cachoeira, a Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Lazer – SEMJEL e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, turismo e Cultura estão voltada exclusivamente para o desenvolvimento do esporte, o lazer, meio ambiente, cultura e turismo. Dentro da prerrogativa institucional, é de sua competência valorizar e promover as manifestações esportivas e de lazer, garantindo ao cidadão a oportunidade de convivência, de integração, entretenimento e, sobretudo, de satisfação e prazer, visando uma vida social saudável (PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA, 2008).
IMPLEMENTOS PÚBLICOS E PARTICULARES DE LAZER
IMPLEMENTOS PÚBLICOS
01
ASSENTAMENTO:
- Teotônio Ferreira
02
CAMPOS DE FUTEBOL:
- Quirinão;
- campo atrás do Colégio São Gabriel;
- Bairro Thiago Montalvo;
- Ao lado da AABB;
- Bairro Graciliano;
- Centro Juvenil Salesiano;
- Itacoatiara Mirim;
- Comunidade de Camanaus;
- Circulo Bíblico Batista.
03
CENTRO DE ARTES:
- FOIRN;
- WARIRÓ;
- ISA.
04
CENTRO DE CONVIVÊNCIA
- Centro de Convivência do Idoso (CRAS)
05
CINEMA PÚBLICO:
- ISA
06
CLUBES DE MÃES
- Assai;
- Boa Esperança;
- Mão Amiga.
07
CLUBES SOCIAIS:
- Ecoema;
- Bairro da Praia (Xibé)
- Boa Esperança;
- Areial;
- Graciliano;
- Dabarú;
- Bairro da Paz.
08
ESCOLAS ESTADUAIS:
- Escola Estadual Dom João Marchesi;
- Escola Estadual Indígena Irmã Inês Penha.
09
ESCOLAS MUNICIPAIS:
- Dom Bosco (campo de areia)
10
GINÁSIO COBERTO:
- Arnaldo Coimbra;
- Diocese;
- Marchese;
- Centro Juvenil Salesiano;
- Prefeitura (atual garagem)
11
PRAÇAS DE ALIMENTAÇÃO:
- Dabarú (sem estrutura);
- Próximo ao Arnaldo Coimbra.
12
PRAÇAS PÚBLICAS:
- Praça do Rodoviário
13
QUADRA POLIESPORTIVA
- Arnaldo Coimbra;
- Diocese;
- Marchese;
- Centro Juvenil Salesiano.
14
QUADRAS DE AREIA (FUTEBOL E VOLEI):
- Alemazonas;
- Final da praia;
- Ao lado do quirinão;
- Itaoatiara Mirim;
- Comunidade do Areial;
- Comunidade de Camanaus;
- Casadas Irmãs.
15
UNIVERSIDADES
- UEA (com sede);
- UFAM (sem sede)
- ULBRA (com sede) Escola D. Miguel Alagna
16
PRAIAS
- Bairro da Praia;
- Porto do Luizinho;
- Mangueira;
- Beira-Rio;
- Dedé Chagas.
17
BIBLIOTECAS
- Colégio São Gabriel;
- Escola Dom Miguel;
- Diocese;
- FOIRN;
- ISA;
- Comunitária Jaú projetada 70.
18
ASSOCIAÇÃO DE PAIS E MESTRES
- Associação de Pais e Professores Indígenas do Rio Negro
- Da Escola Dom Bosco;
19
LIGA ESPORTIVA
- Liga Esportiva da Prefeitura de SGC
IMPLEMENTOS PARTICULARES
01
ACADEMIAS ESPORTIVAS
- Músculo e Forma (rua Virgílio Cardoso);
- Academia do Mambi (Boa Esperança);
- Mar’s Fitnss Performace (Auto Posto Rican, BR)
02
BARES
- Kuka (praia);
- Lúcia (praia);
- Catiguria (ao lado da Liga Esportiva);
- Schin (31 de Março);
- Bar do Ari (Costa e Silva);
- Lago do Jacaré (Costa e Silva);
- Bar do Sérgio (Queiroz Galvão)
- Bar do Léo (Areial);
- Bar dos Selos (ao lado do Ginásio);
- Bar Associação dos Biriteiros (rua 05 Dabarú);
- Bar do Marlido;
- Bar do Macarrão (Areial);
- Bar do Pingo de Leite (próximo a prefeitura).
03
HOTÉIS
- Walpés;
- Roraima;
- Praiano;
- Deus me Deu.
04
LANCHONETES
- Mac Dragon (Praia e AV. Castelo Branco);
- Dogão (Castelo Branco);
- Big Lanche (BR 307);
- Altas Horas;
- Pizaria Selva Drik’s (31 de março);
- Lanche Sorveteria Paisano;
- Lanchonete e restaurante Íris;
- Ponto do Guaraná (AV. Castelo Branco)
05
MOTÉIS
- Roraima;
- Chácara do Elias;
- Novo na Estrada.
06
PISCINAS
- Chácara do Quirino;
- Sítio da damiana;
- Casa do Neném;
- Casa da Neide (barcelos);
- Casa do Bigode;
- Casa do Orlando;
- Casa do zé Nogueira;
- AABB;
- Sítio Dom Bosco Jovem.
07
CHÁCARAS
- Chácara do Quirino
08ASSOCIAÇÕES RELIGIOSAS
PRESBITERIANO
- Campo.
DIOCESANO
- Campo;
- Quadra;
- Ginásio.
FILHAS DE MARIA
- Campo de Barro;
- Campo de Areia.
SALESIANO
- Campo de Barro;
- Sala de Jogos;
- Ginásio.
09 ÁREAS MILITARES
CAMPO DE FUTEBOL
- 5º BIS;
- 21ª Cia E Cnst.
PISCINAS
- GRESSARNE (01 para adulto; 01 para criança);
- CIMARNE (01 para adulto; 01 para criança).
10
FESTIVIDADES
Festribal
Via Sacra
Festivais de Quadrilhas
Festa de Santos
11
ASSOCIAÇÃO
Associação Atlética Banco do Brasil – AABB
[1]Hegemonia entendida como Gramsci nos apresenta na obra “Os intelectuais e a organização da cultura (1979)”.
Afirmamos que a produção espacial realiza-se de modo a viabilizar o processo de reprodução do capital e desse modo a cidade se apresentaria como a materialização das condições gerais do processo de produção em sua totalidade. Todavia, esse é apenas um dos lados da moeda; o outro refere-se ao trabalhadorao consumidor de modo geral. É preciso considerar a necessidade de se morar, habitar e viver num determinado lugar.
O modo como a sociedade vive hoje é determinado pelo modo como o capital se reproduz, em seu estágio de desenvolvimento. Isso quer dizer, também, que o trabalhador não foge ao "controle" do capital, nem quando está longe do local depois o espaço da moradia tende a submeter-se às necessidades e perspectivas da acumulação do capital. O trabalhador também terá o acesso e as possibilidades de escolha para morar limitados. O modo de vida urbano, sob o capitalismo, impõe disciplina.
As contradições sociais emergem, na paisagem, em toda sua plenitude; os contrastes e as desigualdades de renda afirmam. O acesso a um pedaço de terra, o tamanho, o tipo e material. de construção espelham nitidamente as diferenciações de classe. O acesso à habitação e aos meios de consumo coletivo serão diferenciados. Teremos aqui duas características básicas:
A primeira. diz respeito à segregação espacial, tanto das pessoas de maior rendimento, quanto das de menor poder aquisitivo. As de maior rendimento tendem a localizar-se em bairros arborizados, amplos, com completa infra-estrutura, em zonas em que o preço da terra impede o acesso a "qualquer um". Há também os condomínios exclusivos e fechados, com grandes áreas de lazer e até shoppings, com grande aparato de segurança e amplos estacionamentos, como por exemplo a área da Ponta Negra em Manaus. Os de baixo rendimento têm como opção os conjuntos habitacionais, geralmente localizados em áreas distantes dos locais de trabalho. São os bairros operários com insuficiência ou mesmo ausência de infra-estrutura; e as áreas periféricas onde abundam as autoconstruções, além das favelas que afloram no seio da mancha urbana, como Mauazinho,Vila da Felicidade e zona leste nesta cidade.
A segunda característica refere-se à tendência de o espaço urbano (re)produzir e ampliar a distância (tanto em quilômetros quanto em tempo) entre o local de moradia e o local de trabalho. É uma resposta, de um lado, ao aumento populacional e à concentração na cidade, e de outro ao processo de valorização da terra que deixa vazias áreas imensas da cidade.
A compreensão do fenômeno urbano, no que se refere ao processo de produção, traz a questão do processo industrial. No capitalismo, a produção e o desenvolvimento do urbano vincu- lam-se à instalação e crescimento (direto ou indireto) da atividade industrial e das atividades que a indústria cria. Como surgimento do fenômeno industrial, o urbano muda de conteúdo. Ao mesmo tempo e na cidade, devido ao seu grau de concentração espacial, que aflora mais claramente a contradição de classes, tão nítida na paisagem dos bairros. Essa contradição se manifesta pelo contraste entre a riqueza e a pobreza. É no urbano que se manifestam mais claramente as relações de produção capitalistas e onde a violência se faz maior. Como já vimos, a cidade é o campo privilegiado das lutas de classe.Se por um lado o espaço cada vez mais socializado (tanto no que se refere ao potencial de expansão, quanto no que se refere à sua produção), por outro lado a sua apropriação é privada (a diferença entre bairro expressa isso claramente)
O processo de reprodução espacial envolve uma sociedadehierarquizada, dividida em classes, produzindo de forma socializada para consumidores privados, a cidade aparece como um produto apropriado de forma diferenciada pelos indivíduos.
Entender o espaço urbano do ponto de vista da reprodução da sociedade significa pensar o homem enquanto ser individual e social no seu cotidiano, no seu modo de viver, agir e pensar. Significa entender o processo de produção do humano num contexto mais amplo: o da produção da história, de como os homens produziram e produzem as condições materiais de sua existência.Hoje, essas condições ocorrem aprofundando a contradição entre a opulência e a miséria, que reflete a distribuição da riqueza. As condições de vida da sociedade urbana estão vinculadas direta ou indiretamente a isso; é uma relação de poder que extrapola o locus de trabalho.
Dentro desse quadro a (re)produção do espaço é também o vive da reprodução da vida humana.O homem viveonde sepode morar e isso será determinado por sua renda e pelos sacrifíciosque pode fazer. Como ele pode morar e em que condições vive depende do acesso aos serviços coletivos produzidos.
O espaço não se (re)produz sem conflitos e as contradições inerentes a uma sociedade de classes. As práticas não se reduzem apenas à produçãoimediata, dentro da fábrica. É na vida co- tidiana como um todo, que essas contradições se manifestam mais profundamente, nas diferenciações entre os modos de morar, o tempo de locomoção, o acesso à infra-estrutura, ao lazer, àquantidade e tipos de produtos consumidos, etc. Quanto mais asociedade se desenvolve, mais aprofunda as diferenças entre osindivíduos (fundamentalmente nos países subdesenvolvidos).
O espaço enquanto reprodução da vida coloca-nos diante de um quadro formado pela inter-relação do modo de vida com o processo de trabalho. A habitação como uma das necessidades básicas e fundamentais do homem dá-nos uma visão precisa sobre o modo de vida urbano, o local de morada é associado ao preço da terra. Este será determinado Pelo jogo de mercado e apoiado nos valores criados e veiculados pela sociedade, num determinado momento histórico.
Na articulação desses fatores está a ausência da explicação de distribuição espacial dos habitantes na cidade, qual seja, a relação de classes expressa na contradição entre- a produção e a apropriação da riqueza. Nesse sentido a cidade é expressão da materialização espacial das desigualdades sociais emergentes na sociedade atual.
Enquanto meio de consumo, a cidade é local de moradia, percurso (casa-trabalho, casa-escola, casa-compras, casa-lazer, etc.), trabalho, lazer, cultura. Mas é também poluição, congestionamento, desconforto. Seu consumo pode tanto dar-se através da troca (caso da habitação, transporte, infra-estrutura, saúde,escola) como através do uso sem a mediação do mercado, caso, por exemplo de bens de consumo produzidos peloEstado (escolas, pronto-socorros, etc. ou onde a sociedade cria um so possível (áreas de lazer, praças, etc.).
A determinação social do espaço, enquanto meio de consumo para satisfazer necessidades humanas, assume uma forma.de valor, de intercambialidade; ele é trabalho materializado ouem potencial. Isso implica necessariamente uma disputa que obedece às regras do jogo de mercado.
As formas assumidas pelo processo de produção do espaço urbano – em função da divisão social e territorial do trabalho-refletem, necessariamente, a contradição entre um processo deprodução socializado e suaapropriação privada. Implicam a contradição entre os interesses e necessidades da reprodução do capital, de um lado, e do desenvolvimento da sociedade como um todo, de outro. Logo, o que está em jogo é o processo de produção da cidade e sua apropriação do espaço para determinado uso.
O espaço, entendido como base da vida e de toda atividade humana, seja ela produtiva ou não, tem, no capitalismo, seu processo de apropriação legitimado juridicamente pela propriedade privada. O acesso à terra confere ao proprietário o direito de dispor dela. Seu uso será determinado pelas necessidades de reprodução do capital, ainda que este apareça travestido, sob a forma de necessidades da sociedade em geral.
O uso do solo urbano dá-se, pois, mediante disputa determinada quer pela necessidade do uso e mesmo expansão de certos tipos de uso, como pela utilização da terra como reserva de valor. A disputa fundamentada nas contradições em que se dá o processo de reprodução espacial, implica profundas transformações no uso do solo.
O uso do solo urbano será disputado pelos vários segmentos da sociedade de forma diferenciada, gerando conflitos entre indivíduos e usos, pois o processo de representação espacial envolve uma sociedade hierarquizada, dividida em classes, produzindo de forma socializada para indivíduos privados. Desse modo, a cidade enquanto trabalho materializado social é apropriada de forma diferenciada pelo cidadão.
Assim, a diferenciação dos usos será a manifestação espacial da divisão técnica e social do trabalho, num determinado momento histórico. A forma em que se apresenta é decorrente do grau de desenvolvimento das formas produtivas materiais da sociedade, das condições em que se dá a produção e do desenvolvimento do processo de humanização do homem.
Não podemos negar que na cidade as relações entre homens são diferentes das da fábrica; aqui existe a esfera da cotidianidade que envolve, basicamente, relações de consumo. A relação de dominação entre os homens é suavizada, mas nempor isso desaparecem as diferenças, que aparecem não só no uso do solo, no acesso aos bens de consumo coletivo, mas na roupa, nos olhos, nos gestos, etc.
Por outro lado, a cidade não é simples condição objetiva de vida, ela supõe direção, gestão, atividades sociais, políticas, religiosas, etc. Em certo sentido, é também cultura; e por isso guarda a dimensão do humano. Todavia, ela se produz de forma vinculada à propriedade privada que se materializa na segregação espacial.
Em síntese, o entendimento da cidade só pode ser alcançado a partir da unidade de dois níveis de análise; aquele da capital e o da sociedade como um todo onde o indivíduo é antes de mais nada um cidadão com todos os direitos que o termo implica.
Com a participação de 500 pessoas, entre representantes dos municípios, dirigente de clubes, presidentes de federações e associações desportivas, e representantes da sociedade civil, foi executada na manhã da quarta-feira (28) e quinta-feira (29) a III Conferência Estadual do Esporte, no auditório da Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas (ALEAM).
Realizada pela Secretaria de Estado da Juventude, Desporto e Lazer (Sejel), a conferência buscou debater as propostas para a concretização de ações desportivas, mapeando a cadeia produtiva do esporte e democratizando a elaboração de políticas públicas que contribuam para o Plano Decenal do Esporte e Lazer, criado na Conferência Nacional, a ser realizada pelo Ministério do Esporte em Brasília, no período de 03 a 06 de junho.
A Conferência como sempre, vem servindo para disputas políticas entre o Partido Comunista do Brasil – PC do B e o Partido dos Trabalhadores – PT, onde seus filiados na maioria das vezes sem a devida formação em Esporte e Lazer, melhor dizendo, em Educação Física ficam se digladiando por vagas para irem a Brasília, na maioria das vezes para fazer turismo, sem o mínimo de interesse na temática da Conferência Nacional. Isso já vem ocorrendo desde 2006 e nem o Conselho Municipal nem o Estadual toma à devida providencia, é muita incompetência na gestão pública voltada para o esporte e lazer na nossa cidade, até onde isto vai?...
Segundo o secretário de Esportes do Amazonas, Júlio César Soares, a conferência demonstra o interesse e o envolvimento da população amazonense com o desenvolvimento do esporte nacional.
“O resultado mais expressivo foi a mobilização, que possibilitou, pela primeira vez, a integração de todo Estado em um único evento”, disse o secretário ao frisar que no ano de 2010, participaram das conferências municipais e das 30 conferências livres realizadas por representantes da sociedade civil, mobilizando cerca de 10 mil pessoas.
Representando o Ministério do Esporte no evento, Luiza Rangel Nogueira, ressaltou que as conferências são os momentos primordiais para se acabar com as assimetrias sociodesportivas existentes nas regiões brasileiras.
“Como sede de grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016, o Brasil precisa aproveitar este momento para fomentar as bases esportivas em todas as regiões para que o legado deixado por estas competições seja utilizado”, disse Luiza Rangel.
Na solenidade, o secretário de esportes, homenageou personalidades que contribuíram para o esporte local. “Não podemos esquecer de grandes nomes que ajudaram a alavancar o esporte no Amazonas, como Flaviano Limonggi, Arnaldo Santos e Ariovaldo Malízia, aqui presentes, e já não entre nós Orlando Rebelo e o grande atleta amazonense, Raulino”, citou Soares.
Após a abertura, os participantes assistiram à palestra do mobilizador nacional da Conferência Nacional do Esporte, Allan Fricky, que também leu e aprovou, junto com os presentes, o regime interno da Conferência Estadual.
Sempre me pergunto por que o Amazonas, que se arroga a ter a economia mais moderna do Norte, do País, cultiva uma das políticas mais atrasadas do Brasil? No plano estadual, a administração pública ainda está atrelada ao controle cioso do governador, que faz do secretário de Fazenda o seu guarda cofre e os demais secretários como meros subalternos, já que a execução do orçamento aprovado pela Assembléia Legislativa não está sobra total responsabilidade de cada urna secretaria de estado. Mensalmente os secretários ficam a mercê da Fazenda, que sua parte espera que o governador aponte os felizardos que merecem receber e aqueles estigmatizados que receberão o castigo da demora.
Este centralismo emperra a máquina e aumenta os gastos, mas a lógica não é da eficiência republicana. O centralismo é o alicerce econômico do populismo e de outras manobras escusas. Aí esta, finalmente, o problema: populista. Executivo e legislativo se unem em torno dessa bandeira, levando os partidos políticos na enxurrada pútrida das ofertas de cargos e renúncia ao espírito republicano, pavimentando de lama a história recente de nossa história política. É este “modelo gestor” do estado que mobiliza as facções políticas locais. Nenhuma das correntes propõe romperem ciclo que vem infelicitando o Amazonas nos últimos 50 anos, e que dotou Manaus do padrão devido africano em que vivemos.
O tumor maligno do populismo cleptocrata amazonense tem suas origens em Gilberto Mestrinho, que inaugura o processo de privatização do estado e a supremacia do continuísmo sobre os ideais democráticos e republicanos. E desse tumor original saíram às metástases atuais, nesse momento divididas e disputando o controle do aparelho de estado. O Partido dos Trabalhadores, que foi criado para fazer a diferença no quadro político nacional, aqui é uma espécie de sucursal do modelo carioca, o partido da boquinha, que não despreza nenhum carguinho porque ninguém é de ferro.
O problema é que um PT que trai a sua própria história deu músculos ao populismo, tomou corpo e coragem. Marchando na contramão de sua história, o PT se aliou a todos os grupos cleptocratas e se conformou em ser linha auxiliar locupletando-se dos cores sobraram da farta mesa. A concepção moderna do PT sucumbiu ao fisiologismo tão condenável, e chegamos mesmo a assistir lideranças do partido vir de público fazer a defesa de alguns notórios políticos corruptos que estavam sob o fogo do Ministério Público e acabaram sem os mandatos.
O pior é que as opções que o PT põe na mesa, não são de fato opções. Dois grupos se digladiam não para repor o partido em sua trajetória de luta, mas para ficar com a metástase populista que melhor lhes saciar a fome fisiológica. Nos redutos do PSB, a lógica também não é diferente. Ali, nada mudou. Serafim Correia segue sem hesitar no seu propósito. Renunciou seu projeto político e vale qualquer aliança, desde que garanta a reeleição de seu pimpolho. O resto que se dane. O populismo já se apossou de tal forma do organismo político amazonense, que não parece ser mais operável. Não há quimioterapia ou radioterapia que o salve.
A oposição minguou, encruou e tomou chá de sumiço, além de sofrer também da síndrome do pimpolho. Até mesmo o sindicalismo abandonou sua independência em troca das benesses de um estado quase em coma pelo excesso de dívidas. Ainda assim, todos estão assanhados, pois sabem que o tumor populista é perfeito para usufruir da dinheirama que aqui aportará com a Copa do Mundo de 2014. Isto se Manaus continuar credenciada, pois sé a cleptocracia é eficiente em seus propósitos, a FIFA é macaca velha. Nesse embate, quem sai perdendo é a cidade, que assim tem seu futuro comprometido. Tenho pena do palanque que preparam por aqui para a Dilma. Ela que segure bem a própria bolsa.
Texto de Marcio Souza, escritor e dramartugo amazonense.
Embora faça pesados investimentos em cultura, como os festivais de ópera e cinema internacional, o Estado do Amazonas tem o pior índice nacional de bibliotecas oferecidas à população. O 1° Censo Nacional das Bibliotecas Públi¬cas Municipais revela que são 0,70 bibliotecas por 100 mil habitantes amazonenses. O Estado, que ocupa a última posição entre as 27 unidades da federação, com BPMs, tem 62 municípios e 3.393.369 habitantes. O município com maior número de bibliotecas por 100 mil habitantes é Parintins (0,93) e o pior índice do Estado é Manaus, com 0,05 bibliotecas. A pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), sob encomenda do Ministério da Cultura, mostra ainda que, em 2009, 37% dos municípios amazonenses possuíam ao menos uma biblioteca aberta, o que corresponde a 23 bibliotecas em 23 municípios. Em 60% dos casos, as BPMs ainda estão em fase de implantação ou reabertura e 3% estão fechadas, extintas ou nunca existiram. Não há biblioteca pública municipal em Guajará e Tefé no Amazonas. Segundo o levantamento, em 420 municípios brasileiros não existem bibliotecas. A Fundação Biblioteca Nacional promoverá a implantação ou reinstalação dessas bibliotecas, com a distribuição de kits com acervo de dois mil livros, mobiliário e equipamentos, no valor de RS 50 mil, totalizando R$ 100 mil no Estado. Também vão receber Telecentros Comunitários do Ministério das Comunicações. Os usuários das bibliotecas públicas municipais, no Amazonas, não vão ao local para o lazer. Mas, assim como no restante do Brasil, o uso é maior para pesquisas escolares (78%), superior à média nacional (65%). Os assuntos mais pesquisados nas bibliotecas são Geografia e História (83%); literatura (7O%); e obras gerais - enciclopédias e dicionários - (61 %). Segundo o levantamento, a média de visita é de 2,3 vezes por semana, acima do índice nacional (1,9/semana).
No Amazonas, empresta-se 122,4 livros por mês, o maior da Região Norte, que é de 90 volumes mensais. A média nacional de empréstimos é de 296 livros/mês. A maior parte das bibliotecas tem acervo entre 2 mil e 5 mil volumes. Nenhuma das bibliotecas oferece serviços para deficientes visuais (áudio-livros em braille, etc), índice Inferior ao nacional (9%). No caso, dos serviços especializados para surdos-mudos, deficientes mentais ou físicos, o índice é de 4%. A média nacioonal é 6% nesses casos. O curso de Educação Física da Universidade do Estado do Amazonas – UEA é o único curso no Brasil com livros específico para as disciplinas, como também, para a disciplina em Libras voltadas para seus alunos em 16 municípios no Estado do Amazonas. O Estado tem apenas 26% bibliotecas com lnternet e somente 22% delas oferecem o serviço ao usuário. As BPMs amazonenses têm mais funcionários (6,8) que a média nacional (4,2). É o maior número regional. O levantamento mostra que 83% dos dirigentes das bibliotecas são mulheres e a maioria tem nível superior (61 %). RR tem mais municípios sem o espaço Pará tem o maior índice de municípios que possuem BPMs na região (77%), enquanto Amazonas temo menor (37%). O Norte tem uma, média de 2,01 bibliotecas por 100 mil habitantes. Tocantins: é o líder regional e nacional, neste quesito (7,73), seguido de Rondônia (2,59), Amapá (1,75), Roraima (1,66), Paia, (1,60), Acre (1,44) e Amazonas (0,70). O município do Norte com maior número de bibliotecas por 100 mil habitantes) é Itaituba/PA (1,56), seguido por Castanhal/ (1,23) e Palmas/TO (1,06)n Entre os piores índices estão Manaus/AM (0,05), Belém/PA (0,06) e Ananindeua/PA (0,19).
A região tem 51 municípios que receberão, kits de implantação de bibliotecas. No Norte, o Pará é o Estado em que o governo federal precisará investir mais, pois 21 municípios não têm equipamento. As cidade que não receberão kits já estão reabrindo ou implantando suas bibliotecas. Pelo Censo Nacional das Bibliotecas PU- bélicas Municipais, o Sul é a região brasileira com mais bibliotecas por 100 mil habitantes (4,06), seguida do Centro-oeste (2,93), Sudeste (2,12).
Quando se fala em "futebol brasileiro", o que primeiro nos vem à mente é o esporte profissional: os torneios, os clubes, a seleção, os craques. Mas esta é apenas uma parte da coisa toda. Uma parte fundamental, é verdade, em termos de visibilidade e de volume de capital movimentado1, mas relativamente muito pequena se pensarmos no conjunto da sociedade e nas múltiplas formas como o futebol é vivido por ela no dia a dia.
Se os futebolistas profissionais "federados" (isto é, inscritos em federações) pouco passam dos 20 mil no país, estima-se em nada menos que 30 milhões o número de praticantes amadores do esporte2. São 14mil os times amadores (os clubes com departamento de futebol profissional, ou semiprofissional, são cerca de 800) e isso não inclui, obviamente, os "peladeiros" que se reúnem eventualmente para jogar na praia, nas quadras de clubes, escolas e centros esportivos, nos campos de várzea, de fazenda ou de,fábrica, nos terrenos baldios, nas miríades de campos de grama sintética espalhados pelas grandes cidades brasileiras.
No Brasil, para qualquer lado que se olhe, haverá sempre um gol improvisado, um campo traçado por cal, por giz ou simplesmente pela imaginação. O futebol se desdobrou entre nós numa série de modalidades derivadas e adaptadas às mais diversas condições de realização: o futsal (antigo "futebol de salão"), o futebol society ou futebol suíço, o showball, o futebol de praia, o futevôlei. Isso para não falar de jogos de natureza totalmente distinta, mas inspirados nas suas regras, na sua história e na sua mitologia: o pebolim (ou totó, como é chamado no Rio), o futebol de botão e os inúmeros games eletrônicos que têm o futebol como modelo e referência. Houve até, nos anos 1970, unia modalidade efêmera e bizarra, o "autobol", jogado por duas equipes de automóveis e uma bola de couro de 1,20 metro de diâmetro3.
O fato de o futebol ter-se popularizado no Brasil entre cidadãos que não têm acesso a clubes e boas escolas, e que portanto aprendem a praticá-lo desde a infância em carapinhos irregulares de terra, em ruas esburacadas, em praias e pastos, em meio a vacas, árvores ou automóveis, costuma ser evocado para explicar a habilidade ímpar dos jogadores brasileiros, seu "Jogo de cintura" e capacidade de improvisação.
Sem entrar na discussão do quanto pode haver de construto ideológico nessa ideia, o fato é que o futebol no Brasil tem assumido, há um século, as formas mais variadas e vencido os obstáculos mais difíceis.
FUTEBOL NA SELVA: DA COPA DOS RIOS AO PELADÃO
Um dos eventos mais emblemáticos da força mobilizadora do futebol nos centos mais remotos do país é a impressionante Copa dos Rios, que reúne anualmente times representativos de municípios amazonenses localizados à beira do Amazonas e de outros grandes rios da região, como o Negro, o Solimões, o Madeira, o Juruá e o Purus. Em sua primeira fase entram no torneio todas as seleções municipais que se inscrevem. Esse número inicial varia entre 40 e 50 a cada ano. Alguns dos times viajam até duas semanas de barco para realizar seus jogos. Os rios são, na maior parte dos casos, a única via de comunicação entre as cidades envolvidas4.
Também no Amazonas, mais precisamente em Manaus, ocorre há quase quatro décadas aquele que é considerado o maior campeonato amador de futebol do mundo, o Peladão, ou Campeonato de Peladas de Manaus. O torneio, que em 2009 realizou sua 37a edição, reúne anualmente entre 500 e mil times da região..Paralelamente à competição, realiza-se um concurso de beleza entre torcedoras dos clubes participantes, para eleger a Rainha do Peladão. Desfilando com a camiseta dos respectivos clubes sobre sumários biquínis, as candidatas completam a dupla conotação da palavra "pelada"5. Até entre os índios o futebol é uma diversão levada muito a sério. Desde 1996 acontecem anualmente os Jogos Olímpicos Indígenas, promovidos pelo Ministério dos Esportes em parceria com os Estados-sedes de cada edição. O evento reúne atletas de cerca de 60 diferentes etnias de todo o país. Desnecessário dizer que o futebol, tanto masculino como feminino, é um dos esportes mais concorridos, ao lado de modalidades mais caracteristicamente indígenas, como a corrida de toras. E em Roraima se realiza, desde 1997, o Campeonato das Comunidades Indígenas do Estado, com a participação de quase cem seleções de aldeias. É a maior competição futebolística exclusivamente indígena de que se tem notícia.
Um dos estudos mais interessantes sobre a relação entre índios brasileiros e o futebol é o livro Boleiros do Cerrado, resultado das pesquisas de campo do antropólogo e ex-futebolista profissional Fernando de Luiz Brito Vianna, que jogou no Juventus de São Paulo e no Noroeste de Bauru com o nome de Fedola. O pesquisador conviveu com os xavantes do cerrado mato-grossense, estudando não apenas os times e torneios entre aldeias, mas também o modo como os índios vivem o futebol no dia a dia. Chegou a atuar como treinador da equipe de uma aldeia — e descobriu pontos de contato entre o pensamento lúdico e dual dos xavantes e o universo do futebol6.
Se, até agora, o "futebol indígena" vinha se desenvolvendo à margem do mundo do esporte profissional, limitando-se a jogos intertribais e com raros jogadores índios chegando aos clubes "brancos"7, em 2010 o Campeonato Paraense da segunda divisão contará com o surpreendente Gavião Kykatejê Futebol Clube. O time, que até o início de 2009 se chamava Castanheira e disputava campeonatos amadores da região, é formado por habitantes da aldeia Gavião Kykatejê situada a 25 quilômetros de Marabá. De seus 26 jogadores atuais, apenas três não são índios8.
Tudo isso sem falar nos jogos com bola praticados pelos índios brasileiros antes (ou à margem) do contato com os brancos, o que levou alguns ufanistas radicais a apontá-los como precursores do futebol tal como o conhecemos hoje.
No polo oposto ao desse futebol praticado em aldeias e beiras de rio nos confins do país, cresceu exponencialmente nos últimos anos, nas grandes cidades brasileiras, uma modalidade futebolística essencialmente urbana: o futebol society, também chamado de futebol sete, futebol suíço e futebol social.
Espécie de intermediário entre o futsal e o futebol propriamente dito, o society é jogado por equipes de sete jogadores, em campos de dimensões reduzidas, geralmente de piso sintético, mas também eventualmente de areia ou de grama natural. Seus praticantes são, em geral, assalariados do comércio e do setor de serviços, profissionais liberais, estudantes, pequenos empresários, executivos — uma classe média ampla e heterogênea, em suma.
Apesar do nome estrangeiro, foi no Brasil que o futebol society surgiu, ou pelo menos se institucionalizou. Um brasileiro, Milton Mattani, criou as suas regras e fundou, em 1996, a Confederação Brasileira de Futebol Sete Society.
Em poucos anos o society explodiu. Hoje há 25 federações espalhadas pelo país e calcula-se em 9 milhões o número de praticantes, 4 milhões deles só no Estado de São Paulo9. Uma constelação de refletores ilumina as noites paulistanas, cariocas, porto-alegrenses... São os campos de futebol society, ocupados por grupos de amigos, vizinhos, parentes, colegas de firma ou de escola. A felicidade — ou ao menos a sua promessa — alugada por uma hora.
REFERÊNCIAS
1 – De acordo com um balanço elaborado pela Fifa e enviado em 2001 à Fundação Getúlio Vargas (FGV), o futebol movimenta US$ 440 milhões referem-se apenas às transferências de jogadores.
3 – A existência desse pitoresco derivado do futebol é lembrada no livro de Alex Bellos, Futebol – O Brasil em campo (Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002); PP. 137-144.
4 – Histórias saborosas da Copa dos Rios de 1997 são narradas em Mário Magalhães, Viagem ao País do Futebol (São Paulo: DBA, 1988). Com fotos de Antônio Gaudérico, o livro reúne reportagens realizadas por Magalhães em 17 cidades de nove Estados brasileiros e publicadas na Folha de S. Paulo entre 1993 e 1997.
5 – Uma divertida descrição de uma das edições do Peladão, bem como uma reportagem sobre personagens e o contexto social da competição, encontra-se em Alex Bellos, op. Cit.; Futebol – O Brasil em Campo, PP. 219-240.
6 – Ver Fernando de Luiz Brito Vianna, Boleiros do Cerrado – Índios Xavantes e o Futebol (São Paulo: Annablume/Fapesp, 2008).
7 – O caso recente de maior visibilidade foi o do lateral-direito Índio (José Satiro Nascimento), bicampeão brasileiro com o Corinthians em 1998 e 1999. Membro da tribo xucuru-cariri, nasceu em Palmeira dos Índios (AL). Chegou a atuar no futebol sul-coreano.
8 – Ver revista Placar, edição n0 1.334, de setembro de 2009.
9 – Outros Estados com número expressivo de praticantes são Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, com cerca de um milhão cada, de acordo com dados publicados no site oficial da Confederação Brasileira de Futebol Sete Society: http://www.7society.com.br/.
Graduação de Licenciatura Plena em Educação Física pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM)/Faculdade de Educação Física (FEF) (1987-1991. Pós-Graduação em Ortopedia - UFAM (1993) Pós-Graduação em Cardiologia - UFAM (1995). Pós-Graduação em Treinamento Desportivo - Universidade Salgado de Oliveira - UNIVERSO - RJ (1996). Pós-Graduação em Gerontologia e Saúde do Idoso - Universidade do Estado do Amazonas - UEA (2008 - 2009). Mestrado em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia - Centro de Ciências do Ambiente - CCA - Universidade Federal do Amazonas (2000-2002). Doutor do Programa Multi - Institucional de Pós-Graduação em Biotecnologia - PPG - BIOTEC pela Universidade Federal do Amazonas - UFAM (2005-2010). Ex-Chefe do Dep. de Esporte da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer - SEMESP. Ex-Coordenador do Dep. de Esporte da SEMESP. Ex-Conselheiro do CREF-08 (2000 - 2004). Coordenador e Professor/Pesquisador Titular Adjunto I da Universidade Paulista - UNIP - Campus Manaus.(2002-2010). Atual Coordenador Geral do curso de Licenciatura e Bacharelado em Educação Física - UEA.
Anatomia Geral e do Aparelho Locomotor, Ana Lúcia Basílio Carneiro e Silvania da Conçeição Furtado, UEA/VALER 2008.
Biologia Äplicada à Educação Física e ao Desporto, Mariana Leitão e Marcelo Cardoso, UEA/VALER, 2008.
Aspectos Histórico –Sociais da Educação Física Alice Ramos de Oliveira e Moacir Átila P. Moreira, UEA/VALER, 2008.
Metodologia Cientifica:Interpretação e Produção de Textos Jefferson Jurema e Wallace Queiroz, UEA/VALER 2008.
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Educação sem distância: as tecnologias interativas na redução de distâncias em ensino e aprendizagem / Romero Tori. - São Paulo: Editora Senac SP, 2010.
Educação a distância sem segredos / Rita de Cássia Menegaz Guarezi, Márcia Maria de Matos, -- Curitiba: Editora Ibpex, 2009.
Educação a distância: uma visão integrada / Michael G. Moore, Greg Kearsley; [tradução Roberto Galman]. -- São Paulo: Cengage Learning, 2008.
Educação a Distância: da legislação ao pedagógico / Rosilâna Aparecida Dias, Lígia Silva Leite. - Petrópolis, RJ: Vozes, 2010.
Educação e tecnologias: O novo ritmo da informação / Vani MOreira Kenski. - Campinas, SP: Papirus, 2007. - (Coleção Papirus Educação).
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Esverdeando a Amazonia Antony Anderson / Jason Clay Ed.Fundacao Peiropolis 2002.
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Amazônia e Desenvolvimento Sustentável Marcílio de Freitas Vozes 2004.
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Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Políticas Publicas Clóvis Cavalcanti Cortez 2002.
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Legislação Brasileira de Resíduos Sólidos e Ambiental Correlata Caderno Legislativo Senado 2000.
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Viagens, Lazer e esporte Alcyane Marinho e Heloisa Turini Bruhns, Manole, 2008.
Dialética do Lazer Valquiria Padilha Cortez 2008.
A economia do Ócio Paul Lafargue.
Políticas Públicas de Lazer: O papel dos municípios na sua Implementação Beatris F. Chemim Juruá 2008.
Sobre lazer e política: Maneiras de ver, maneiras de fazer Hélder Isayma e Meily Assbú Linhales, URMF, 2008.
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Gestão Pública e política de lazer: a formação de agentes sociais Livro Castellani - Autores associados São Paulo 2007.
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Jovens na metrópole: Etnografias de circuitos de lazer, encontro e Sociabilidade José Guilherme C. Magnani e Bruna M. Souza. Unicamp, 2007.
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Turismo e lazer: Prospecção da fantasia do ir e vir Tupe G. Corrêa 2001.
Brinque, jogue, cante e encante com a recreação Hani Awad 2006.
Terceira Idade –marketing, lazer e turismo Denise P. Gadelha.
Lazer, Realização do Ser Humano – Uma abordagem para além do 60 anos Beatriz Dorne.
Repertório de Atividades por fase da vida Nelson C. Marcellino Papirus 2006.
Recreação em Ação Vânia Maria Cavallari Ícone 2006.
Recreação – Trabalho sério e divertido Luis G. C. Rodrigues Ícone 2005.
Trabalhando com a recreação Vinicius Ricardo Cavallari Ícone 2005.
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Pedagogia da Animação Nelson C. Marcellino Papirus 1989.
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Recreação e Lazer Marlene Guerra Sagra-dc luzzatto 1993.
Turismo: Lazer e Políticas de Desenvolvimento Local Ivani F. Farias EDUA 2001.
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Lazer e Empresa Nelson C. Marcellino Papirus 1999.
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Temas sobre e Lazer Heloisa Turim Bruhns (org.).
Lazer e Prazer – Questões Metodológicas e alternativas, Gustavo Gutierrez Autores Associados 2001.
Festa, Lazer e Cultura Maria Cristina rosa (org.) Papirus 2002.
Lazer e Cultura popular Jofre Dumazedier Perspectiva.
Lazer e Mercado Cristiane – Edmur – Hélder.
Estudo do Lazer - uma introdução Nelson C. Marcellino Autores Associados 2002.
Enfoque Contemporâneos do lúdico Heloisa Turini Bruhns Autores Associados 2002.
Biblioteca Particular (Terceira Idade)
O Corpo da Terceira Idade – Educação Física Gerontológica Érica Verderi Fontoura 2004.
Manual de Avaliação Motora para a Terceira Idade Francisco Rosa Neto Artmed 2009.
Terceira idade & Atividade física Maria Alice Corazza Phorte 2001.
Programas intergeracionais, um estudo sobre as atividades que aproximam as diversas gerações, Cristina Rodrigues Lima Alínea 2008.
Atividade Física na Maturidade Carlos Alberto Moreira SHAPE 2001.
Atividade Física e envelhecimento saudável, Estélio H. M. Dantas e Rodrigo Gomes de Souza Vale, SHAPE, 2008.
Atividade Física e Saúde na terceira idade: teoria e pratica Pilar Pont Geis ARTMED 2003.
A Qualidade de vida no idoso; O Papel da atividade física Jorge Mota, Joana Carvalho FCDEF-UP.
Larousse da Terceira Idade Valentina Nunes LAROUSSE 2003.
Educação física Gerontológica Rita Maria Puga Barbosa EDUA 2003.
Envelhecimento, atividade física e saúde Roy J. Shephard Phorte 2003.
Recreação na 3ª idade C. Raúl Lorda Sprint 1995.
Envelhecimento Promoção da Saúde e exercício Paulo de Tarso Veras Farinatti Manole 2008.
Atividade física, qualidade de vida e envelhecimento Giovana Zarpellon Mazo Sulina 2008.
Qualidade de vida do idoso, Sandra M. L. de Albuquerque Cedecis 2003.
Qualidade de vida e idade madura, Anita Liberalesso Neri, Papirus, 1993.
Qualidade de vida na velhice, Anita Liberalesso Neri, Alínea, 2007.
Desenvolvimento e envelhecimento, Anita Liberalesso Neri, Papirus, 2001.
Velhice envelhecimento, Beltrina Corte, Elisabeth F. Mercadante e Irene G. Arcuri, Vetor, 2005.
Tudo sobre Osteoporose, Stefan Cembrowicz e Theresa Allain, Andrei Editora, 2007.
Atividade Física para adultos com mais de 55 anos, Marie José Manidi e Jean-Pierre Michel, Manole, 2001.
Atividade Física para terceira Idade, Rosemary Rauchbach, Londrina, 2001.
O Idoso e a atividade Física, Silene Sumire Okuma, Papirus, 1998.
Biblioteca Particular (Gestão e Marketing)
Gestão da Educação Física e Esporte, Eduardo Augusto Carreiro, Guanabara Koogan, 2007.
O que é Marketing, Raimar Richers, Brasiliense, 2000.
Marketing esportivo: a reinvenção do esporte na busca de torcedores, Irving Rein, Bookman, 2008.
Marketing de Patrocínio, Francisco de Paulo de melo, Sprint, 2003.
Marketing Esportivo, Berbard J. Mullin, Bookman, 2004.
Gestão de marcas no Esporte: Teoria e prática, Franscisco Junkeira, Fontoura 2006.
Competições Esportivas – Org. e esquemas, J.M Capinassu.
Gestão esportiva, Fernando Paris Rocha, Artmed, 2002.
Fundamentos de Marketing Esportivo, Brenda G. Pitts, Phorte, 2002.
Biblioteca Particular (Futebol e Futsal)
Veneno Remédio; O futebol e o Brasil José Miguel Wisnik Companhia das Letras 2008.
O negro no futebol brasileiro Mario Filho Mauad 2003.
A dança dos deuses; Futebol,Sociedade e Cultura Hilário Franco Júnior Companhia das Letras 2007.
Futsal: Movimentações defensivas e ofensivas Michél Saad e Claiton Frazzon Costa Visual Book 2005.
Futebol: Regras e comentários Orlando Duarte SENAC 2005.
Iniciação ao Futebol; Como posicionar sua equipe em campo do individual ao coletivo, Alaércio Borelli e Luiz Antonio Trientini, Porto de idéias 2008.
Escudos dos times do mundo inteiro Rodolfo Rodrigues Panda Books 2006.
Futebol: treinamento desportivo de alto rendimento, Antonio Carlos Gomes e Juvenilson de Souza , ARTMED 2008.
Técnica, tática e administração José Maurício Capinussú e Jorge Reis (Petit), SHAPE 2004.
Arbitragem de Futebol: questões atuais e polêmicas Ademar Pedro Scheffler LTR 2008.
Jogos de Futsal: da aprendizagem ao treinamento, Gerard Maurício Martins Fonseca / Mauro Amâncio da Silva, EDUCS 2002.
Futsal Antônio Coppi Navarro Phorte 2008.
Futsal: O berço do futebol Brasileiro Cris Fonseca Aleph 2007.
Fisiologia, Treinamento e nutrição aplicada ao futebol Marcelo Saldanha Aoki, Fontoura 2002.
Futsal aquisição, Iniciação e especialização José Roulien de Andrade Jr. Juruá 2007.
Trabalhos Técnicos para futebol Rogério Melo Sprint 2002.
Baú Velho Carlos Zamith Valer 2008.
Manual de Futebol José Laudier A. S. Filho Phorte 2002.
Ensinando Futsal Rogério Melo. Sprint.
Como o futebol explica o mundo: Um olhar inesperado sobra globalização Franklin Foer Jorge Zahar 2005.
Uma História de Futebol José Roberto Tovero e Ana Maria Machado, Objetiva, 2001.
O que é futebol José Sebastião B. Reis Brasiliense 1990.
Futebol e violência Heloisa Helena B. Reis Autores Associados 2006.
Futsal: Vamos brincar? Atividades recreativas Claiton Frazzon Costa Visual Book 2005.
Futsal: Aprenda a ensinar Claiton Frazzon Costa Visual Book 2003.
História do Futebol J. Almeida Castro Talento 2006.
Futebol, Cultura e Sociedade Jocimar Daolio Autores Associados 2005.
Futsal Wilton Carlos de Santana Autores Associados 2004.
Sociologia do Futebol Ricardo Giuvianotti.
Pedagogia do Futebol João Batista Freire.
Visão do Jogo- Primordiais do futebol no Brasil José M.S. Neto Cosac & Naify 2002.
Futebol: Paixão e Política Paulo C. R. Carrano (org). DP&A 2000.
Futebol: ideologia do Poder Roberto Ramos Vozes 1984.
Como eles roubaram o jogo David A. Iallop Record 2002.
Sistema e Táticas para Futebol Rogério Silva de Melo Sprint 1999.
Futsal e a Iniciação Ricardo Lucena Ferreira Sprint 1994.
Jogos Recreativos para Futebol Rogério Silva de Melo Sprint 1999.
Futsal – Princípios Técnicos e Táticos Rogério Vosen Ulbra 2003.
Manual de Futebol de Salão Rafael Garcia e Wilson Roberto, Leme 1989.
Futsal – Metodologia da Participação Wilton Carlos Santana Londrina 2001.
FUTEBOL 1000, Exercícios Rogério Silva de Melo Sprint 2003.
Baú Velho Carlos Zamitn Zamith 1999.
Futebol – Manual de testes específicos Adalberto Figueira Viana Viçosa, UFV, Impr. Univ 1991.
Futebol – O Brasil em Campo Alex Bellos Jorge Zahar Editor 2003.
Ciência do Futebol Turíbio Laerte de Barros Isabela Guerra Manole 2004.
Futebol Arte e Ócio Julio César Leal.
Futebol Total - O fornecimento físico no futebol Jürger Weineck Phorte 2000.
Futsal Mitologia didática na aprendizagem Alexander Apolo Phorte 2004.
Futsal: de iniciação ao alto nível Daniel Mutti Phorte 2003.
Biblioteca Particular (Fisioterapia, Fisiologia, Anatomia, Biologia e Esteroides Anabolizantes)
Doping e as muitas faces da injustiça Sabino Vieira Loguercio AGE 2008.
Testes e medidas para Avaliação da aptidão física relacionada à saúde em Adultos, Marcos Roberto Queiroga, Guanabara Koogan, 2005.
Atletas Geneticamente Modificados: Ética biomédica, doping genético e esporte, Andy Miah Phorte 2008.
A solução Anabólica p/fisiculturistas Dr. Mauro D. Pasquele Phorte 2006.
Musculação – Anabolismo total Waldemar Marques Phorte 2005.
Musculação – Além do Anabólicos, Waldemar Marques Phorte 2003.
Esteróides Anabolizantes: implicações sociofisiológicas em academias, Lecy Consuelo Neves, Marcelo O. Tude de Souza, Rogério V. De Abreu Pereira, Colina 2005.
Formação humana em geriatria e gerontologia Renato veras / Roberto Lourenço UERJ 2006.
Anatomia Humana Mcminn.
Músculos Provas E Funções Kendall Mc Crecry.
O Mundo Anabólico Azenildo Moura Santos Manole 2003.
Massagem A Terapia Dos Deuses - Elementos De Fisioterapia, Rener Marcos Orsi, Ágora, 1985.
Elementos De Fisioterapia.
Fisioterapia Prática Robert Shestack Manole 1987.
Biologia Do Esporte J. Weineck Manole 1991.
Biblioteca Particular (Esporte e Educação Física)
Desporto e Tramas Sociais Angelo Vargas Sprint 2001.
Qualidade de vida e atividade Física: explorando teoria e pratica, Aguinaldo Gonçalves e Roberto Vilatra, Manole, 2004.
Saúde e Atividade Física Ricardo Jacó de oliveira SHAPE 2005.
Origem temporal da expressão Educação Física e sua trajetória histórica – Uma contribuição, Ronaldo Ferreira Negao Pleiade 2008.
Educação Física no Brasil Lino Castelani Filho Papirus 1988.
Metodologia do Trabalho ciêntifico, Antonio Joaquim Severino, Cortez, 2002.
Metodologia para apresentação de trabalhos acadêmicos, Jefferson Jurema, Wallace Queiroz, Valer, 2005.
Segurança nos esportes Augusto D. Esposel / FMU/FIAM/FAAM, 1995.
Brincando com sucatas Cícero Rodrigues Sprint 2007.
Metodologia do trabalho cientifico Antonio Joaquim Severino Cortez 2007.
Tênis aprendizado e treinamento Marcio T. Ishizaki / Maria castro Phorte 2006.
Aventuras na natureza: consolidando significados Gisele Maria Schwartz (org) Fontoura 2006.
O jogo entre o riso e o choro, João Batista Freie Autores associados 2005.
Psicologia do esporte Dietmar samulski Manole 2002.
Primeiros socorros no esporte Melinda J. Flegel Manole 2002.
Educação física inclusiva na escola: em busca de uma escola plural Reinaldo Solev Sprint 2005.
Oficina de brincadeira Maria Hermínia de Souza Guedes Sprint 2002.
Currículo de graduação em educação física: a busca de um modelo João Batista Tojal Unicamp 1995.
Tênis de campo: Treinamento de alto nível Antonio G. Gomes, Patrícia Medrado, Phorte 1999.
Nutrição e atividade física Dílson Kanel / José Kanel Sprint 2003.
Pedagogia do Esporte: contexto e perpectivas Guanabara Koogan, Roberto R. Paes, Guanabara 2005.
Lazer e Recreação: Aspectos Pedagógicos e Técnicos. Editora UEA, 2008.
Lazer: Habilidades Históricas e Educacionais. Editora Valer, 2010
Esportes da Natureza: Educação Física e Meio Ambiente. Série Educação Física. Editora UEA, 2011.
Futebol: Aspectos pedagógicos e técnicos. Série Educação Física. Editora UEA, 2010.
Projeto de Intervenção em Educação Física. Série Educação Física. Editora UEA, 2011.
Futsal: Aspectos pedagógicos e técnicos. Série Educação Física. Editora UEA, 2010.
Sociologia Geral Aplicada a Educação Física. Série Educação Física. Editora UEA, 2010.
Educação Física no Ensino Médio. Série Educação Física. Editora UEA, 2011.
Trabalho de Conclusão de Curso. Série Educação Física. Editora UEA, 2011.
Espaços Públicos de lazer em Manaus: O papel das políticas públicas.
O livro versa sobre políticas públicas setoriais de lazer em Manaus, enfocando o lazer como uma demanda social de primeira necessidade. O foco deste ensaio é a situação dos espaços públicos do passado e do presente. A obra é ilustrada com imagens que testemunham esses pontos de convivência social. Editora Valer, 2008. ISBN: 85-7512-250-0
Futebol: Aspectos Pedagógicos e Técnicos.
O livro versa sobre os aspectos pedagógicos e técnicos, além dos contéudos fundamentais, histórico, fundamentos, sistemas táticos e técnicos além da gestão desportiva voltada para o futebol. Editora UEA, 2010. Tendo como co-autor o Prof. Esp. João Monteiro de Souza Junior. ISBN: 978-85-7883-129-5.
Lazer e Recreação: Aspectos pedagógicos e técnicos
O livro versa sobre os contéudos do lazer, tais como: Físico-desportivos, sociais, turísticos, manauais, artísticos, culturais e educacionais. Editora UEA, 2008. Tendo também como co-autor o Prof. Esp. Carlos Alberto Cunha Zacarias. ISBN: 978-85-7512-270-9
Lazer: Habilidades históricas educacionais
O livro versa sobre os primórdios do tempo livre na humanidade até os tempos atuais, dando uma visão educacional para os conteúdos do lazer. Editora Valer 2010.
Futsal: Aspectos Pedagógicos e Técnicos
O livro versa sobre os aspectos pedagógicos e técnicos, além dos contéudos fundamentais, histórico, fundamentos, sistemas táticos e técnicos além da gestão desportiva voltada para o futsal. Editora UEA, 2010. Tendo como co-autor o Prof. MSc. Wilson Mota e Prof. Dr. Vanderlan Santos Mota. ISBN: 978-85-7883-151-6.
Sociologia Geral: Aplicada à Educação Física
Livro da Série Educação Física, que visa a Sociologia Geral Aplicada a Educação Física abordando sobre o trabalho social e a participação do Educador Físico no contexto do processo Educacional, além de temas contemporâneos, tais como: A droga e a atividade física, o dopping e o esporte, o homossexualismo e o esporte, a busca da ascenção social pela atividade física, a formação social e o esporte além do pensamento sociologico. O Livro teve participação do Prof. Dr. Jefferson Jurema e Porf. Dr. Vanderlan Santos Mota. ISBN: 978-85-7883-156-1
Projetos de Intervenção em Educação e Atividades Físicas
Livro da Série Educação Física da UEA, visa sobre Educação Física Brasileira bem como a profissão de Educador Físico, vivendo um momento de transição e de mudanças de paradmas, tornando-se cada vez mais necessários evidenciar, identificar e desenvolver suas dimenões socias, culturais, econômicas e políticas, tal livro também versa sobre, encontros, discurssões, participação e debates promovidos pelo sistema CONFEF/CREF's junto à área academica resultando em ação objetivo e prática. Tal livro teve como objetivo básico o trabalho de conclusão de curso da licenciatura da Educação Física. Seus autore foram Prof. Dra. Myrian Abecassis Faber e Prof. Dr. Vanderlan Santos Mota. ISBN: 978-85-7883-154-0
Educação Física no Ensino Médio.
O livro versa sobre Educação Física no Ensino Médio com intuito de facilitar as reflexões dos professores, estudantes e pesquisadores desta área. Verificando também o príncipio sobre os conteúdos do ensino médio, além dos conteúdos da Educação Física, assim como, o Exame Nacional do Ensino Médio, tal livro tem a participação do Prof. Dr. José Luiz Simões e Prof. Dr. Vanderlan Santos Mota. ISBN: 978-85-7883-153-0
Esportes da Natureza: Educação Física e Meio Ambiente
Livro da Série Educação Física da UEA, visa a importância da prática esportiva ao ar livre e de seus príncipios e conteúdos desenvolvimentistas e psicomotores, promotores de saúde, pela práticas desportivas, compensatórias e profiláticas, hoje, elemento indíspensável ao desenvolvimento humano, constituindo-se legalemente em componente imprescindível a qualidade de vida em contato com a natureza. Tal livro teve livro participação do Prof. MSC. Wilson Mota e Prof. Dr. Vanderlan Santos Mota.
Trabalho de Conclusão de Curso
Livro da Série Educação Física da UEA, versa sobre metodologia do trabalho científico de conclusão do curso dos alunos de bacharelado e licenciatura da Universidade do Estado do Amazonas - UEA. Tal trabalho relacionava-se a Qualidade de Vida e Saúde, Fisologia do Exercício, Personal Trainner, Trabalho para grupos especiais (Hipertensos, Cardiopatas, Diabéticos e Obesos), além das demais áreas do conhecimento profissional, tendo como autores. Prof. Dr. Jefferson Jurema e Prof. Dr. Vanderlan Santos Mota.