Ainda sem identidade jurídica, o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) "sobrevive" como pode, por meio de parcerias que justificam sua criação. O coordenador da instituição na Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Elilde Menezes, explica que cada um dos parceiros possui uma finalidade e "emprestam" sua identidade jurídica para que o centro tenha equipamento receber pelos funcionários e que possa receber pelos serviços que presta. Hoje, o CBA trabalha junto com a Fundação Djalma Batista, Unisol, Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam) e, recentemente, fechou parceria com a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Movimento de Cidadania pela Águas. A Unisol e Fundação Djalma Batista respondem pela aquisição de equipamentos para o Centro. "Fazemos um convênio, através da Suframa e listamos nossas necessidades. Essas duas instituições respondem pelos móveis, computadores, laboratórios e outros aparelhos", diz Elilde, lembrando que 90% de sua infra-estrutura física e tecnológica estão funcionando. E 33 das 37 unidades projetadas operam regularmente - sendo 23 laboratórios, cinco unidades de apoio tecnológico, duas unidades de apoio técnico e as quatro áreas administrativas.Em relação ao pessoal, incluindo bolsistas, a responsabilidade ficou a cargo da Fapeam, vinculada ao governo do Estado. "O pagamento de pessoal é realizado através da Fapeam com recursos disponibilizados pelo Ministério da Ciência e Tecnologia", acrescentou. O CBA conta com 140 profissionais e desses; 19 possuem doutorado e pós-doutorado e 21 são mestres, os demais têm graduação e nível médio. "Os profissionais representam o maior bem do CBA. Maquinário e estrutura física são fáceis de resolver. Agora, mão-de-obra altamente qualificada, com profissionais que são destaque na área em que atuam isso tem um valor inestimável para a instituição e para o Amazonas", afirmou.
Dados do CBA Indicam que de 1998, quando foi criado, até dezembro do ano passado, foram alocados R$ 82 milhões no projeto, envolvendo investimento em infra-estrutura física, equipamentos e profissionais. A Unisol, primeira a firmar parceria, em 2003, já recebeu R$ 10 milhões do governo federal daquele ano até junho de 2010, segundo Elilde. À Fundação Djalma Batista foram R$26,7 milhões, entre 2005 até dezembro de 2010. Para a Fapeam, a partir de 2004 até junho de 2010, os recursos somam R$ 12,6 milhões. No Orçamento da União deste ano, os recursos dirigidos ao CBA são da ordem de R$ 5 milhões, só que a verba até agora não foi liberada pelo governo federal. O Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) tem funcionado como uma extensão da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Sufrana). A autarquia tem sido responsável pela operacionalização das ações que o trouxeram ao estágio atual. Enquanto não possui natureza própria, as operações do CBA são realizadas por intermédio da Suframa.
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