sexta-feira, maio 28, 2010

CENTRO DE BIOTECNOLOGIA DA AMAZÔNIA

Ainda sem identidade jurídica, o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) "sobrevive" como po­de, por meio de parcerias que jus­tificam sua criação. O coordenador da instituição na Superinten­dência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Elilde Menezes, explica que cada um dos parceiros possui uma finalidade e "emprestam" sua identidade jurídica para que o centro tenha equipamento receber pelos funcionários e que possa receber pelos serviços que presta. Hoje, o CBA trabalha junto com a Fundação Djalma Batista, Unisol, Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fa­peam) e, recentemente, fechou parceria com a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Movimento de Ci­dadania pela Águas. A Unisol e Fundação Djalma Batista respondem pela aquisição de equipamentos para o Centro. "Fazemos um convênio, através da Suframa e listamos nossas ne­cessidades. Essas duas instituições respondem pelos móveis, computadores, laboratórios e outros aparelhos", diz Elilde, lembrando que 90% de sua infra-estrutura física e tecnológica estão funcionando. E 33 das 37 unidades projetadas operam re­gularmente - sendo 23 laborató­rios, cinco unidades de apoio tecnológico, duas unidades de apoio técnico e as quatro áreas administrativas.

Em relação ao pessoal, incluindo bolsistas, a responsabilidade ficou a cargo da Fapeam, vinculada ao governo do Estado. "O pagamento de pessoal é realizado através da Fapeam com recursos disponibilizados pelo Ministério da Ciência e Tecnolo­gia", acrescentou. O CBA conta com 140 profissionais e desses; 19 possuem doutorado e pós-doutorado e 21 são mestres, os demais têm graduação e nível médio. "Os profissionais re­presentam o maior bem do CBA. Maquinário e estrutura física são fáceis de resolver. Agora, mão-de-obra altamente qualifi­cada, com profissionais que são destaque na área em que atuam isso tem um valor inestimável para a instituição e para o Ama­zonas", afirmou.

Dados do CBA Indicam que de 1998, quando foi criado, até dezembro do ano passado, fo­ram alocados R$ 82 milhões no projeto, envolvendo investi­mento em infra-estrutura física, equipamentos e profissionais. A Unisol, primeira a firmar parceria, em 2003, já recebeu R$ 10 milhões do governo fede­ral daquele ano até junho de 2010, segundo Elilde. À Funda­ção Djalma Batista foram R$26,7 milhões, entre 2005 até dezembro de 2010. Para a Fa­peam, a partir de 2004 até ju­nho de 2010, os recursos somam R$ 12,6 milhões. No Orça­mento da União deste ano, os re­cursos dirigidos ao CBA são da ordem de R$ 5 milhões, só que a verba até agora não foi liberada pelo governo federal. O Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) tem funcionado como uma extensão da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Sufrana). A autarquia tem sido responsável pela operacionalização das ações que o trouxeram ao estágio atual. Enquanto não possui natureza própria, as operações do CBA são realizadas por intermédio da Suframa.

domingo, maio 23, 2010

JARDIM BOTÂNCIO ADOLPHO DUCKE

Um curso de observação de pás­saros da região amazônica, outro destinado para deficientes visuais ouvirem o canto das aves, uma exposição sobre co­nhecimento tradicional e co­nhecimento científico, informa­ções sobre o encontro das águas, uma trilha para captura o observação de borboletas. Essas são atividades que o Museu Amazônico (Musa) promove no Jardim Botânico Adolpho Ducke com o objetivo de estimular a visitação dos moradores de Manaus ao local.

"O Jardim Botânico está den­tro da maior área de floresta preservada de Manaus, um lu­gar estudado há 40 anos e é, na verdade, o ponto mais conheci­do da Amazônia em termos científicos", diz a assessora do Musa, Marina Ferraz. Estimular a visitação é uma necessidade para desenvolver uma cons­ciência ambiental em relação à floresta numa área que está ca­da vez mais pressionada pela ocupação urbana nas zonas Les­te e Norte. "A idéia é levar as pessoas para que conheçam e vejam como a floresta é algo bom e não algo a ser combatido. Para isso, trabalhamos com di­vulgação científica e a valorização dos saberes tradicionais", completa Marina.

DIVERSÃO E CIÊNCIA

Uma das atrações mais curtidas pelos visitantes, principalmen­te as crianças, é a trilha de bor­boletas. Nela os guias montam armadilhas e disponibilizam um catálogo no qual todos' podem identificar a espécie captu­rada e depois soltá-la. O visitante também tem a oportunidade de conhecer uma exposição com informações científicas so­bre o Encontro das Águas e a re­gião de Manaus. São informa­ções que vão desde o tipo de pei­xes encontrados na junção, dos rios Negro e Solimões, a dife­rença das águas, até peças ar­queológicas inéditas de tribos que viveram ou vivem em Ma naus. Marina lembra que a ex­posição foi feita pela primeira vez na reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) do ano passado e, desde janeiro, está em caráter permanente no Jardim.

Aos domingos, a partir das 8h, as crianças podem partici­par de um "clubinho" de obser­vação de aves. Elas pegam binó­culos e entram na mata para ob­servar, identificar e ouvir o can­to das aves. Tudo isso coma su­pervisão de guias e monitores que depois as levam para uma atividade especial. Dentre estas tem o grupo de "contação de his­tória". O monitor escolhe um te­ma relacionado ao que elas vi­ram durante a visitação, conta uma história e desenvolve uma atividade, que pode ser pintura, teatro ou música.


A visita ao Jardim Botânico, além de representar mais co­nhecimento, é também certeza de diversão.

sábado, maio 15, 2010

MARKETING ESPORTIVO NO FUTEBOL - Bom de bola, ruim de negócio.



Dentro de campo, a supremacia é in­questionável: o Brasil foi o único país que disputou todas as Copas do Mundo, tema seleção que levantou a taça o maior número de vezes cinco e está sempre encabeçando o ranking mundial da Fifa. Temido pelos adversários com a bola em jogo, o futebol brasileiro é bem mais modesto longe dos gramados. Em termos de aproveita­mento do esporte como atividade econômica, o Brasil ainda está na segunda divisão: 71% dos clubes brasileiros tiveram prejuízo em 2008, as dívidas acumuladas somam cerca de 2,3 bilhões de reais e a receita dos principais clubes brasi­leiros equivale ao faturamento do Real Madrid sozinho. Lá fora, os principais clubes da Europa viraram empresas, algumas cotadas em bolsa, e movimentam centenas de milhões de dólares. Por aqui, a maioria ainda é tocada na base do amor à camisa. "Em uma frase: falta capitalismo ao futebol brasileiro", diz Robson Calil, sócio da consultoria Deloitte e responsável pelos pro­jetos da Copa do Mundo de 2014.


A dificuldade de aproveitar o potencial eco­nômico do futebol no Brasil começa no degrau mais baixo a gestão dos clubes. Os times brasileiros são associações sem fins lucrativos, cujo comando não é profissionalizado. Quem conduz a administração são dirigentes voluntá­rios, que não recebem remuneração e, por isso, dividem seu tempo com outras atividades pro­fissionais. Com uma gestão descuidada no cam­po financeiro, a maioria não consegue transfor­mar o bom futebol em um negócio atrativo. Mesmo as receitas mais óbvias, como as de bi­lheteria, não são bem exploradas. A segurança precária nos estádios afugenta as famílias, a de­sorganização dificulta o acesso dos torcedores assíduos e a escassez de camarotes e assentos de melhor padrão impossibilita a cobrança de ingressos de alto valor. O resultado é a baixa ocupação dos estádios brasileiros: em média, cada partida do Campeonato Brasileiro recebe 17.500 torcedores pouco mais de um terço do público nos campeonatos da Europa.


Os consecutivos anos de má gestão e de resul­tados no vermelho deixaram para os clubes uma herança difícil de driblar com acúmulo de passi­vos fiscais e trabalhistas. Alguns times, como o Flamengo, chegam a ter uma dívida duas vezes maior do que sua receita anual. Comas contas apertadas, os clubes recorrem àquela que é a prin­cipal fonte de financiamento do futebol brasilei­ro: a venda de jogadores. Dados da Casual Audi­tores Independentes, auditoria paulista especiali­zada em clubes de futebol, mostram que a renda obtida pelos principais times brasileiros com a negociação de atletas em 2008 chegou a 397 mi­lhões de reais, quase um terço da arrecadação total. "Os clubes aqui só conseguem sobreviver se vendem jogadores", diz o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, presidente do Palmeiras.


Pior para o torcedor, que tem de assistir pela televisão ao sucesso de seus craques lá fora. A necessidade de vender atletas para recompor o caixa fez do Brasil a maior usina de formação de jogadores no mundo a venda para o exterior ultrapassa a casa dos 1.000 atletas por ano. Nos campeonatos europeus, os brasileiros lideram o ranking das nacionalidades, com mais de 500 jogadores profissionais em campo à frente de França e Portugal, por exemplo.


O Brasil já ex­portou atletas para os gramados mais remotos como a ilha mediterrânea de Chipre e a ex-repú­blica soviética do Azerbaijão. Há um subprodu­to interessante da posição de fornecedor oficial de jogadores: a migração constante de atletas acaba criando mais espaço para o desenvolvi­mento de novos craques internamente. O que hoje é uma salvação para as finanças dos clubes, no entanto, poderia ser uma verdadeira máquina de captação se fosse feito com maior planejamen­to. Como precisam de dinheiro imediato, os times costumam vender para investidores locais parti­cipações minoritárias nos direitos econômicos dos jogadores antes mesmo de eles se tomarem alvo de ofertas.


Quando o jogador fica conhecido e é arrematado por outra equipe, os clubes levam uma fatia menor da bolada. "Se os times estives­sem mais fortalecidos financeiramente, não pre­cisariam se desfazer de seus jogadores em um estágio tão inicial", diz o empresário Giuseppe Dioguardi, agente da Fifa que investe em parti­cipações de jogadores brasileiros.


No mercado internacional, principalmente na Europa a realidade é bastante diferente. A maio­ria dos clubes funciona como empresa, com me­tas e gestão profissionalizada. Os estádios ganha­ram feições de shopping center, com lojas e res­taurantes, e possuem áreas vip para reuniões de executivos. Uma das referências é o inglês Man­chester United, que há seis anos lidera a lista dos times mais valiosos do mundo, segundo a revista americana Forbes. Avaliado em 1,9 bilhão de dólares, o clube é visto pelos especialistas como exemplo de diversificação de receitas e de bom uso da marca, que atrai torcedores e consumido­res de todo o mundo. Pelo site do Manchester, é possível comprar ingressos sem filas, adquirir camisetas e acessórios do time e contratar servi­ços financeiros, como cartões de crédito e segu­ros. "Lá fora, os clubes têm uma visão comercial desenvolvida, ao contrário do que acontece no Brasil", diz Felix Álvares Garmon, vice-presi­dente da IMG, uma das maiores agências de marketing esportivo do mundo.

É CRIME DEFENDER O DINHEIRO DO POVO?


Mais uma vez tentam me jogar contra parte da sociedade, dizendo mentirosamente que sou contra a Copa em Manaus e contra a constru­ção do novo estádio. Tudo mentira. Por isso quero explicar esse assunto de uma vez por todas. Em primeiro lugar, sou a fa­vor da Copa em Manaus. Em segundo lugar, sou a favor da construção da Arena Multiu­so. Em terceiro lugar, defendo a idéia de que é possível cons­truir a Arena, sem derrubar o Vivaldão.


Vou explicar. Com um exemplo simples. O de al­guém que já possui uma casa, mas quer construir uma nova moradia. Ele tem duas alter­nativas. Uma delas é derrubar a casa atual e, no lugar dela, construir uma nova. A segun­da hipótese é reformar e am­pliar a casa antiga, transformando-a numa nova. Neste caso, aproveitando a estrutu­ra já existente.


Este é o caso que estamos analisando. O engenheiro Je­rônimo Maranhão nos mos­trou que é possível construir a Arena Multiuso sem derrubar o Vivaldão. Isto significa apro­veitar a construção já existen­te e ampliá-la, usando uma tecnologia moderna de cons­trução civil, com módulos de aço e cimento armado.


Construir o novo estádio, sem derrubar o atual, repre­senta uma economia de mais de R$ 200 milhões. Além dis­so, pode diminuir o prazo de entrega da obra em mais de um ano. Essas são as afirma­ções do engenheiro Jerônimo Maranhão, que desafia ou­tros engenheiros e arquitetos a desmenti-lo. Nenhum pro­fissional da área se manifes­tou contra sua idéia.


Sim, é possível construir a Arena Multiuso, o novo e moderno estádio de futebol para a Copa, no mesmo lu­gar do Vivaldão, sem derru­bá-lo. E isso só ajuda a man­ter Manaus como um dos lu­gares da Copa de 2014, por­que diminui o dinheiro e o tempo para executar a obra do novo estádio.


É crime defender a econo­mia de dinheiro, que poderia ser aplicado em saúde, educa­ção, transporte e também no próprio esporte para nossa ju­ventude?


A idéia que defendemos só ajuda o projeto aprovado pela Fifa! Será que incomodo por­que contrario interesses escu­sos, de gente que não respei­ta a inteligência nem o bolso do cidadão?


Tenho de cumprir meu dever. Não sou pago para men­tir, nem para me omitir. Tenho o dever de fiscalizar e falar a verdade. “Doa a quem doer”.


Luiz Castro, Deputado Estadual pelo PPS.


Fonte: Jornal Dez Minutos, Página 2(dois) Política, 15 de Maio de 2010.


quinta-feira, maio 13, 2010

ESPORTE, AVENTURA E NATUREZA


O praticante e a responsabilidade ambiental

O meio ambiente tem sido alvo de preocupação de diversas áreas do conhecimento por sua utilização indiscriminada. À medida que os esportes de aventura na natureza passam a expandir-se, a atenção de diferentes setores, econômicos, sociais e ambientais, começa a ser despertada para usufruir da atividade. No entanto, a disseminação dessas atividades necessita de um acompanhamento para que estas não ocorram de forma desordenada e prejudiquem a conservação dos recursos naturais, e deve induzira reflexão sobre a responsabilidade individual perante o ambiente nos momentos de lazer.

Não existe uma única forma de lazer, tampouco uma única função para realizá-lo; as escolhas implicam uma gama de motivações que levam o homem a buscar diferentes opções de acordo com a sua necessidade e expectativa. De forma geral, as pessoas viajam, entre outros motivos, em busca de descanso, diversão, fuga de sua rotina diária e atendimento às demandas pessoais, suprindo o vazio criado pela forma de trabalho do mundo industrializado e capitalista.

O homem trabalha para sua sobrevivência e desfruta do lazer em seu tempo livre como condição necessária à vida humana, embora a maneira de apropriação desse tempo de trabalho e de não trabalho seja diferente nas diversas épocas históricas, estando esta divisão e utilização do tempo livre subordinadas à cultura e aos pensamentos vigentes. A compreensão do binômio homem-atividade de lazer envolve as inter-relações e influências que acontecem no espaço social em que as atividades se desenvolvem, principalmente em se tratando do meio ambiente e do porquê da procura intensa por esses locais.

É neste contexto que a procura pelos ambientes naturais entra em evidência, contribuindo para a ampliação das áreas de turismo e esporte, relacionadas à natureza, quais sejam, turismo de aventura (TA) e esporte de aventura (EA). Entender e explicar a relação do homem com a natureza é um desafio para os estudiosos, pois identificar os meandros de onde começa e onde termina essa relação aquece discussões nos diferentes campos epistemológicos na intenção de compreender os vínculos históricos e culturalmente constituídos.

Em vista dessa expansão, torna-se premente a discussão referente à responsabilidade ambiental dos indivíduos, já que a postura adotada diante dos ambientes onde as práticas de aventura se desenvolvem afetará em maior ou menor escala os recursos naturais envolvidos na atividade, por meio dos possíveis impactos nas diferentes dimensões. Diante disso, abordam-se questionamentos quanto às atitudes que são e/ou podem ser adotadas para possibilitar a ampliação e sustentabilidade ambiental dessas atividades.

PARABÉNS BLOGUEIROS

Analisando os dados contidos nesse instrumento, pode-se identificar as mais variadas atividades voltadas para a recreação e o lazer na cidade de Manaus, como também, nas cidades do interior do Amazonas. O esforço feito para nascer foi apenas uma pequena amostra daquele que precisou se desenvolver para não sucumbir diante da concorrência, no entanto, ao chegar em 10.000 (dez mil) edições, só temos que comemorar com todos vocês: alunos, amigos, professores, companheiros, admiradores e por que não falar dos blogueiros. A estrada é longa, e o caminho que temos para percorrer é bastante acidentado em se tratando de Políticas Públicas de Esporte e Lazer nas cidades da Amazônia. No entanto, aguardem o site que esta sendo providenciado com a mesma temática do Blog, partindo da inquietude por respostas relacionadas à busca da autonomia esportiva e de lazer dos cidadãos brasileiros, dentre as distintas ações programáticas do projeto social que é o papel do Estado, nem sempre cumprido por homens públicos ou também por profissionais que abração esta temática. Parabéns para vocês, grato por tudo.


A DEMOLIÇÃO DO ESTÁDIO VIVALDO LIMA

Não entendo o porquê da demolição do Estádio Vivaldo Lima, conhecido como “Vivaldão” sigo o pensamento do brilhante jornalista Juca Kfouri da folha de são Paulo. Sobre a construção de Estádios para a copa de 2014, diz o jornalista: “nem em Barcelona, onde a seleção Brasileira jogou, havia estádios novos. Nem em Madri, palco da final. No México, em 1986, a mesma coisa: nenhum Estádio novo. Já na Itália em 1990, teve um, Turim, Os Estados Unidos, no País mais rico do mundo, em 1994, também, sendo que o Brasil jogou no Estádio Universitário de Stanford, em Campos de Futebol Americano adaptados para o futebol. Na frança, em 1998, de novo apenas o State de France, no subúrbio de Paris, mas o Parque dos Príncipes foi usado, jogou-lhe, alias, até no velho campo de Marselhe, construído para a copa de 1938!”

Após criticar a orgia de gastos em locais que serão usados, no máximo para receber, três jogos da copa, evento que dura um mês, indaga: Precisamos mesmo de novos Estádios ou de um mínimo de transparências e vergonha na cara?”

Trazendo a situação para Manaus, vende-se o absurdo de propostas de demolição do Estádio Vivaldo Lima, para a construção no local de um novo Estádio. Não têm sentindo, pois o velho campo, ainda pode servir muito bem. Feitas as necessárias adaptações. Vários clubes de futebol do município não têm se quer campo para treinamento, tais como: Rio Negro, Sulamérica, América, Libermorro, dentre outros, todavia porque não pensam nesta hipótese. Mas, admitindo-se as idéia, porque não se edifica o projeto em outro local, mantendo-se, o atual, que serviria para o treinamento das equipes. Por exemplo, na Zona Norte da Cidade mais precisamente na Cidade Nova, ou então do outro lado do rio, com vista para a cidade e seu belo entorno, fato que talvez justificasse um pouco o empreendimento da ponte, que vai do nada pra lugar nenhum, sem a menor razão econômica, para talvez justificar a tal região a metropolitana.

O historiador Hilário Franco Júnior em seu livro intitulado: A Dança dos Deuses: Futebol, Sociedade e Cultura. (Companhia das Letras-2007), onde o autor argumenta sem limites, porém, fazendo uma análise histórica entendendo que “o futebol é metáfora de cada um dos planos essenciais do viver humano nas condições históricas e existenciais das últimas décadas.” Nesse sentido, procura examinar aquele esporte como metáfora sociológica, antropológica, religiosa, psicológica e lingüística. Somos levados a pensar, por exemplo, sobre os diferentes usos políticos do futebol, seja por regimes autoritários ou democráticos, tanto uns quanto outros sempre abraçados ao nacionalismo.

Mas prevalece a megalomania cabocla, em cima de interesses nem sempre confessáveis e confiáveis. A nova arena, depois do Mundial, ficará aí, faraônica e vazia, como somos ricos, mais que os americanos, que não fizeram um estádio para receber o mesmo evento, e como já resolvemos todos os nossos problemas de: Educação, infra-estrutura, saúde, produção, transporte e saneamento, pouco importa.

Em estudo intitulado: Vitrine ou vidraça: desafios do Brasil para a Copa de 2014, publicado no dia 02 de junho, o SINAENCO – Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Construtiva, alertando para a possibilidade de a copa agir como lupa para os defeitos estruturais do País. A avaliação toma Barcelona, na Espanha, como parâmetro positivo. Com recursos de 20 bilhões de dólares, a cidade foi totalmente remodelada a partir de diversas intervenções urbanas e revitalizações de equipamentos que precedem os Jogos Olímpicos de 1992. O parâmetro negativo está no próprio Brasil na preparação da cidade do Rio de Janeiro para os Jogos Pan-Americanos de 2007. Apesar de dispor de recursos bastante inferiores ao de Barcelona, o planejamento priorizou a construção de novos equipamentos mesmo quando havia possibilidade de adequação dos já existentes. Dessa maneira, os investimentos, de 3,6 bilhões de reais não se convertem em um legado de infra-estrutura urbana ou de benefícios para suprir as demandas diárias da população.

A referência mais significativa do insucesso da investida carioca é o estádio João Havelange, mais conhecido como Engenhão e erguido especialmente para o Pan de 2007 no bairro de Engenho de Dentro, na zona norte do Rio. O equipamento custou cerca de 380 milhões de reais, quase o dobro dos 200 milhões de reais previstos inicialmente, e sua construção não trouxe a prometida revitalização do bairro. Pelo contrário, a obra para degradação do entrono decorrente de sua implantação e ainda pela ociosidade a que está sujeita na maior parte do tempo – o estádio é usado somente para grandes jogos e permanece fechado para a comunidade carente de equipamentos para a prática de esportes e lazer. Somos campeões em tudo, haja subdesenvolvimento explícito, como a festa de comemoração que demonstrou, com direito a banda de música, socos no ar e espasmos incontroláveis por parte de organizadores. É demais para o coração hipertenso de um simples mortal.